<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766</id><updated>2011-10-02T10:13:59.576+01:00</updated><title type='text'>Fala-me</title><subtitle type='html'>Fala-me sempre...

Aproveita cada segundo que está por...já foi...
Estamos sempre a já ter sido.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-183909890564260809</id><published>2007-09-23T16:00:00.000+01:00</published><updated>2007-09-23T16:05:41.956+01:00</updated><title type='text'>O Norte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Primeiro, as verdades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Norte é mais Português que Portugal.&lt;br /&gt;As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.&lt;br /&gt;O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.&lt;br /&gt;As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca.&lt;br /&gt;Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais verdades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Norte a comida é melhor.&lt;br /&gt;O vinho é melhor.&lt;br /&gt;O serviço é melhor.&lt;br /&gt;Os preços são mais baixos.&lt;br /&gt;Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.&lt;br /&gt;Estas são as verdades do Norte de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há uma verdade maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que só o Norte existe.&lt;br /&gt;O Sul não existe.&lt;br /&gt;As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.&lt;br /&gt;Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.&lt;br /&gt;No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos.&lt;br /&gt;Quem é que se identifica como sulista?&lt;br /&gt;No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade.&lt;br /&gt;O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte...&lt;br /&gt;Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa.&lt;br /&gt;Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.&lt;br /&gt;O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Norte é feminino.&lt;br /&gt;O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.&lt;br /&gt;As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros.Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.&lt;br /&gt;As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.&lt;br /&gt;Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Norte é a nossa verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório.&lt;br /&gt;Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi...Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. "&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-183909890564260809?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/183909890564260809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=183909890564260809' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/183909890564260809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/183909890564260809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2007/09/primeiro-as-verdades-o-norte-mais.html' title='O Norte'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-112043267962479853</id><published>2005-07-04T00:15:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T00:32:03.870+01:00</updated><title type='text'>A visão de um avião sobre as coisas</title><content type='html'>"When the aircraft is flying in straight flight with the ailerons neutral, both wings produce the same amount of lift. This is true because both wings are at the same angle of attack and flying at the same velocity.&lt;br /&gt;If the pilot deflects the ailerons then one wing will produce more lift than the other. This causes a rolling moment. The aircraft will begin to roll and will continue to roll, faster and faster, as long as one wing produces more lift than the other."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-112043267962479853?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/112043267962479853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=112043267962479853' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/112043267962479853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/112043267962479853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/07/viso-de-um-avio-sobre-as-coisas.html' title='A visão de um avião sobre as coisas'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111965162037752626</id><published>2005-06-24T23:07:00.000+01:00</published><updated>2005-06-24T23:20:20.383+01:00</updated><title type='text'>Comunicado</title><content type='html'>E eu a pensar que seria diferente… A iludir-me com as tuas promessas fúteis e a imaginar que aconteceria como das outras vezes, onde bastava uma palavra de ordem minha para que tudo ficasse no seu devido lugar. Contigo não é assim. Não deixas que o seja. Queres mudar o meu grito de guerra, mas aviso-te já que não admito que o tentes fazer. Talvez seja por isso que ainda lutamos. Cada vez menos e cada vez com menor intensidade, mas ainda disparamos palavras secas que nos deitam abaixo de tempos a tempos. Quem julgas ser? Posso cair mais vezes que tu, mas sabes bem que sou sempre o primeiro a pôr-me de pé e a virar-te as costas. Tenho pena que só depois disso consigas acordar do teu mundo de indiferença. Só quando te sentes sozinha no chão é que te lembras de chamar por mim. Só nessa altura é que sabes o meu nome…Lamento dize-lo, mas assim não me impressionas. Se queres mais do que trocas de olhares e conversas casuais despacha-te, porque a vontade que tinha guardada já se esta a gastar. Entrei na reserva dos meus sentidos e não vou deixar, de forma alguma, que ela se perca contigo. Por isso, pergunto-te pela última vez: em que é que ficamos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111965162037752626?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111965162037752626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111965162037752626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111965162037752626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111965162037752626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/06/comunicado.html' title='Comunicado'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111963269405935701</id><published>2005-06-24T17:33:00.000+01:00</published><updated>2005-06-24T20:05:35.933+01:00</updated><title type='text'>As Betas</title><content type='html'>As Betas têm franjas iguais&lt;br /&gt;que lhes tapam a cara&lt;br /&gt;e as vezes muito mais.&lt;br /&gt;As Betas juntam-se em grupos seletos&lt;br /&gt;falam de tudo e do nada&lt;br /&gt;e discutem sobre os raparezes Betos.&lt;br /&gt;As Betas andam todas no popó do papá&lt;br /&gt;e no Natal oferecem prendas&lt;br /&gt;até a prima, da tia, do amigo da Bibá.&lt;br /&gt;As Betas são as mais bronzeadas no Verão&lt;br /&gt;mas enchem-se de cremes caros&lt;br /&gt;com medo de apanhar um escaldão.&lt;br /&gt;As Betas tentam sempre manter-se estrelas celestiais&lt;br /&gt;a unica diferença é que não brilham&lt;br /&gt;mas tentam..usando tops, mini saias e fios dentais.&lt;br /&gt;As Betas saem a noite todas arranjadas&lt;br /&gt;vão para a festa e dizem que é "supé giruu"&lt;br /&gt;só para não se sentiram deslocadas&lt;br /&gt;As Betas estao cheias de segredos e rituais&lt;br /&gt;mas ainda bem que existem as Betas&lt;br /&gt;caso contrario o que seria de Cascais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111963269405935701?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111963269405935701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111963269405935701' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111963269405935701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111963269405935701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/06/as-betas.html' title='As Betas'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111740260025925636</id><published>2005-05-29T22:33:00.000+01:00</published><updated>2005-05-29T22:40:58.626+01:00</updated><title type='text'>As vezes</title><content type='html'>As vezes, é estranho encarar o desconhecido, o incompreensível e o metafísico. As vezes é difícil sair do sofá, mesmo quando na televisão, que esta estrategicamente posicionada a sua frente, não passa nada de interessante. As vezes, começa a chover quando estamos a caminho de casa. A chuva deixa-nos irritados, porque pensamos sempre que se não nos tivéssemos atrasado, já estaríamos em casa antes de ter começado a chover. As vezes, ligamos o rádio e está a dar uma música qualquer. Uma hora depois, voltamos a ligá-lo e a mesma melodia está no ar. Repete-se infinitamente até que alguém componha outra música do mesmo género para ser ouvida até a exaustão. As vezes, vamos tomar café com um amigo, quando na realidade nos apetece estar noutro lugar. Nessas alturas, beliscamos o nosso braço para tomar atenção a conversa e não parecermos desinteressados. Fazemo-lo, cada um a sua maneira, mas quase sempre sem sucesso. As vezes, colocamos o despertador para uns minutos mais cedo só para podermos fazer preguiça na cama, mas acabamos sempre por perder a noção do tempo. As vezes, dizem-nos coisas que não gostamos mas não respondemos de volta. Um dia depois, surge-nos a resposta perfeita, mas nessa altura já é tarde. As vezes, fazemos tanta coisa que não devíamos fazer e outras vezes, não fazemos nada.&lt;br /&gt;Mas…&lt;br /&gt;As vezes sabe bem aceitar o que não se compreende. É como uma aventura pelo desconhecido. Não importa o final, somente a excitação que nos leva a agir, a dizer frases que nunca diríamos, a criar situações engraçadas que nos façam rir e a viver o momento tão intensamente que acaba guardado no cantinho das memorias. As vezes, naqueles dias em estamos cansados, sabe bem não fazer nada descaradamente. Ser um autentico Koala Europeu. Dormir, comer, deitar, levantar, comer e dormir. Voltar a nascer de novo, para que num futuro próximo possamos estar totalmente acordados perante o Mundo. As vezes, quando chove e estamos na rua, sabe tão bem. Porquê? Porque logo a seguir vamos para casa onde nos espera um banho quente, acolhedor, que nos embala de tal forma que quando vamos dormir não temos de esperar pelo sono. As vezes o rádio passa músicas repetidas. Mas quantas dessas vezes não são musicas que nos fazem sentir bem. Tão alegres e ritmadas que as vamos cantarolando enquanto nos preparamos para mais um dia. As vezes não temos vontade de ver os amigos, e mesmo assim eles conseguem pôr-nos fora de casa. Sem dar por isso, um encontro indesejado torna-se numa tarde memorável e cheia de gargalhadas. As vezes perdemos a noção do tempo, mas ao fim de semana é tão bom olhar para o relógio e pensar “ se fosse Segunda a esta hora já estaria de pé”. As vezes dizemos coisas que não queremos e ouvimos outras tantas que não gostamos, mas há sempre aquelas vezes em que tudo nos sai no instante exacto. Expomos a nossa opinião da forma mais compacta e clara que, para além de surpreendermos os que nos rodeiam, também ficamos espantados. As vezes...tantas vezes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111740260025925636?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111740260025925636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111740260025925636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111740260025925636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111740260025925636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/as-vezes.html' title='As vezes'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111707080354106424</id><published>2005-05-26T02:26:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T02:26:43.546+01:00</updated><title type='text'>Carta para a Amélia</title><content type='html'>Já me tinhas contado como iria ser, mas eu não pensei que chegasse tão cedo este dia. Apesar de inesperado, faço o que sempre te prometi fazer e o que tenho a certeza que gostarias que eu fizesse. Sei que partiste com saudade do que ficou, mas também vi em ti uma imensa vontade de ir para o sítio que outrora tinha sido teu. Voltaste para casa e voltaste feliz. Esse é o único motivo que me faz ficar a sorrir para ti, enquanto te vejo acenar-me debruçada na janela do comboio já em movimento. Não vou mentir e dizer que pensarei em ti todos os dias. Não me vou iludir cultivando esperanças de que voltes brevemente. Vou simplesmente, nos dias em que a saudade apertar, escrever-te uma carta a recordar os bons momentos. Unicamente os bons momentos. Durante o tempo que estiveste, sempre sentada ao pé de mim, foste tudo o que podias ser. Deste tudo de ti. O ombro, a gargalhada, a imaginação, a nostalgia. Até o silêncio me deste quando era necessário. Juntas, fomos tantas vezes para a janela do meu quarto, lembras-te? Ficávamos lá a olhar para a rua. Víamos as pessoas passar e criávamos histórias rebuscadas sobre elas. Nunca me vou esquecer daquela noite quente em que, ao olhar o céu, vimos um avião passar e juramos que parecia uma baleia dos céus. A partir desse dia o céu passou a ser o nosso mar. Rimos que nem duas crianças no chão frio. Eu lembro-me tão bem de todos os detalhes, mesmo daqueles que nunca cheguei a partilhar contigo. Foram poucos, mas a verdade é que também guardei pedacinhos só nossos no meu no livro de recordações. Aposto que fizeste o mesmo. Espero sinceramente, que tenhas o tenhas feito, para que no futuro, quando quiseres trazer a memoria estes momentos o possas fazer embalada numa nostalgia acolhedora. Desculpa-me as vezes que não te quis ouvir e também todas aquelas em que, com a minha borracha branca, te fui em tentativas frustradas, apagando de mim. Desculpa-me os dias em que me deixei levar pela corrente mais forte e mesmo quando tentava nadar na direcção oposta, ela empurrava-me constantemente até ao desconhecido. Acredita que por isso comprei uma bússola e trago-a comigo para todo o lado. Agora sei sempre o caminho de volta.&lt;br /&gt;Neste instante, em que já mal te vejo porque o comboio vai longe, acho que já deves estar a ler esta carta. Amélia, minha Amélia, vou ter tantas saudades tuas, tantas que, apesar de teres acabado de partir, já me inundaram violentamente. Espero que um dia me venhas visitar. A tua cadeira, aquela que costumavas usar quando te sentavas ao pé de mim, não vai sair do lugar e vai estar sempre vazia a tua espera. Escreve-me também da Terra do Nunca. Manda-me abraços pelas baleias que passam no céu e lembra-te de nós. Lembra-te de nós sempre que te apetecer, mas acima de tudo, lembra-te somente dos bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111707080354106424?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111707080354106424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111707080354106424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111707080354106424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111707080354106424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/carta-para-amlia.html' title='Carta para a Amélia'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111705170128298517</id><published>2005-05-25T21:07:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:31:14.856+01:00</updated><title type='text'>Histórias Casuais IV</title><content type='html'>Lembras-te do que te queria dizer? Eu já não me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111705170128298517?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111705170128298517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111705170128298517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111705170128298517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111705170128298517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/histrias-casuais-iv.html' title='Histórias Casuais IV'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111704713014939690</id><published>2005-05-25T19:24:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:31:50.306+01:00</updated><title type='text'>Capítulos Meus I</title><content type='html'>Já era tarde. É sempre tarde demais para mim. Entrei no carro e antes de arrancar a Rita foi até à janela, que estava aberta, e deu-me beijo meloso de parabéns. Tinha acabado de comer torradas e ainda não tinha limpo a boca. Ela gosta de muito de torradas e eu também gosto, por isso mesmo, só as comemos ao fim de semana, para que nessa altura nos saibam melhor do que nunca. É uma tradição cá em casa nos pequenos-almoços de Sábado.&lt;br /&gt;Fiz-me a estrada, mas já era tarde. Não sabia ao certo que caminho seguir e fui sempre em frente. Como era agradável andar na estrada a esta hora da manha. Sentia-me como se ela fosse só minha. Sem trânsito, sem buzinadelas nem filas, só o alcatrão a fumegar e a paisagem plana a cheirar a Verão. Liguei o rádio para me fazer companhia. Estava a dar uma música antiga do meu tempo. Enquanto acelerava pela solitária faixa da direita, ia pensando com nostalgia. Antes era o meu pai a recordar as músicas do seu tempo quando íamos de viagem. Agora é a minha vez. Tal como ele faria, vou cantarolando desafinadamente um refrão qualquer que me ficou no ouvido durante anos a fio. Olho para uma placa que esta a poucos metros de mim. Uma estação de serviço aproxima-se. Quando ela chega faço um desvio e aproveito para beber um café e descansar uns minutos.&lt;br /&gt;Peço o café e vou sentar-me numa mesa junto a parede. Da minha mala verde, que ninguém gosta, tiro um pequeno papel já amarelecido pelo tempo. Guardo-o há tantos anos e mesmo assim, neste instante, podia fazer as contas para saber a exactamente quanto tempo o guardo. Mas isso não é relevante. Abro-o com o mesmo cuidado que me levou a guarda-lo, na caixa que tenho debaixo da cama, durante décadas. Nele está uma morada. Ainda me lembro do dia em que ma deram. Olharam-me nos olhos e debitaram no ar o nome de uma rua, um número de uma casa e uma cidade. Nunca me disseram para que iria servir tal informação. Eu também nunca perguntei. Mas hoje, no dia combinado, sai de casa deixando a Rita para trás, só por um instante, eu sei que ela fica bem, e fiz-me a estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111704713014939690?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111704713014939690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111704713014939690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111704713014939690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111704713014939690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/captulos-meus-i.html' title='Capítulos Meus I'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111661796183941269</id><published>2005-05-20T20:25:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:32:17.756+01:00</updated><title type='text'>Histórias Casuais III</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não a ves?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lá vai ela a olhar para o chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A pensar no que já passou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não a ves?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lá está ela ao pé do cão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Assustada porque ladrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não a ves?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lá anda ela no barracão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A praguejar tudo o que lhe dou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Não a ves?&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pois não, já vai dentro do caixão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E agora acabou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111661796183941269?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111661796183941269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111661796183941269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111661796183941269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111661796183941269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/histrias-casuais-iii.html' title='Histórias Casuais III'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111654259656882831</id><published>2005-05-19T23:35:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:32:43.186+01:00</updated><title type='text'>"Perigo de Explosão"</title><content type='html'>"É melhor fechares os olhos,&lt;br /&gt;é melhor fechares os olhos meu amor,&lt;br /&gt;antes que o mundo inteiro seja um incendio.&lt;br /&gt;Os ventos todos fechados,&lt;br /&gt;os ventos todos fechados dentro da minha mão.&lt;br /&gt;Quantos ciclones queres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurava&lt;br /&gt;nos outros&lt;br /&gt;a ternura,&lt;br /&gt;mas so encontrava&lt;br /&gt;ossos cheios&lt;br /&gt;de odio&lt;br /&gt;e nitroglicerina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele poema,&lt;br /&gt;ao contrario dos outros,&lt;br /&gt;tinha polvora.&lt;br /&gt;Só lhe faltava o rastilho.&lt;br /&gt;Eramos rebeldes por sistema,&lt;br /&gt;a sonhar uma revoluçao por dia.&lt;br /&gt;A tardinha,&lt;br /&gt;na esplanada,&lt;br /&gt;bebiamos um cocktail molotov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terrorista,&lt;br /&gt;apaixonado,&lt;br /&gt;carregava&lt;br /&gt;as escondidas&lt;br /&gt;uma bomba relogio. Era no peito.&lt;br /&gt;Era o coração."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111654259656882831?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111654259656882831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111654259656882831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111654259656882831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111654259656882831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/perigo-de-exploso.html' title='&quot;Perigo de Explosão&quot;'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111635216899054088</id><published>2005-05-17T18:04:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:33:08.186+01:00</updated><title type='text'>Jardim de Corpos</title><content type='html'>Era um jardim de corpos&lt;br /&gt;tão intenso que o guardei só para mim durante uma vida inteira.&lt;br /&gt;À noite, todas as noites...&lt;br /&gt;naquele instante exacto antes do sono vir,&lt;br /&gt;a sua imagem invadia os meus sentidos&lt;br /&gt;sem nunca me deixar dormir.&lt;br /&gt;Explodia-me os sentimentos,&lt;br /&gt;os momentos estáticos de um respirar antigo,&lt;br /&gt;mas acima de tudo criava em mim&lt;br /&gt;uma revolta tão intensa&lt;br /&gt;por não passar da imagem de um simples jardim.&lt;br /&gt;Nele, sobre um chão vermelho de fogo pairavam,&lt;br /&gt;numa igualdade de diferenças,&lt;br /&gt;corpos deitados num caos de perfeiçao.&lt;br /&gt;De olhos fechados e respiraçao suspensa&lt;br /&gt;por um fio de seda, tão fino e tao fragil como uma cançao.&lt;br /&gt;Ficavam ali, almas imperturbaveis,&lt;br /&gt;criando um quadro onde o real e o imaginário&lt;br /&gt;se fundiam em toques, em magia e harmonias inimagináveis.&lt;br /&gt;No meio do jardim batia um coraçao composto por metades.&lt;br /&gt;Duas unicas partes criavam o todo.&lt;br /&gt;Dormiam envolvidos um num outro,&lt;br /&gt;embalados por um silêncio e por uma paz,&lt;br /&gt;que batia badaladas de sedução pura&lt;br /&gt;sem nunca, mas nunca, deixar para tras&lt;br /&gt;a verdade que aos meus olhos aparecia agora,&lt;br /&gt;finalmente nua e crua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111635216899054088?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111635216899054088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111635216899054088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111635216899054088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111635216899054088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/jardim-de-corpos.html' title='Jardim de Corpos'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111582399102230185</id><published>2005-05-11T16:02:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:33:38.866+01:00</updated><title type='text'>Carta ao Vergílio</title><content type='html'>Querido Vergílio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre sabemos o que dizer. Alias, nem sempre temos que dizer qualquer coisa. Mas neste caso, neste instante, apetece-me conversar infinitamente contigo. Apetece-me contar-te segredos. Apetece-me mostrar-te que afinal somos bem mais parecidos do que julgamos ser.&lt;br /&gt;Tudo nunca passa de uma descoberta. Viver é descobrir, é cometer erros e querer dia após dia cometer ainda mais. Eu tenho sede de vida. Hoje seria capaz de gritar tão alto a minha felicidade inocente, que até tu, que moras longe, a poderias cheirar. Vou vivendo um dia de cada vez, mas não como se fosse o ultimo dos dias. Porque esse é para as despedidas e eu não me quero despedir. Um passo de cada vez. Não corro porque o caminho é grande e não me posso dar ao luxo de ficar cansada a meio. Vou, por isso, andando devagar. Vamos, por isso, vendo a paisagem os dois. Vamos pensando nas casas que queremos comprar e em todas aquelas que nunca comprariamos, não é? Vamos sonhando aos poucos. Vamos chorando aos poucos, rindo aos poucos, amando aos poucos, lembrando aos poucos. Vamos passando a mensgem por quem se cruza conosco. Amuamos, discutimos, mas vamos, sempre aos poucos, vivendo um dia de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111582399102230185?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111582399102230185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111582399102230185' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111582399102230185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111582399102230185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/carta-ao-verglio.html' title='Carta ao Vergílio'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111576451529958869</id><published>2005-05-10T22:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:34:04.553+01:00</updated><title type='text'>Histórias Casuais II</title><content type='html'>Embora soubesse que não ias estar à minha espera, tentei sempre captar a minha ilusão mais intima, para que nunca parasse de cá vir. Corri meio mundo embebido na hipotese de te rever, mas nunca soube quem eras ao certo. Nunca quis saber. Nem nunca vou querer saber. Vejo-te desfocada a minha frente e corro na tua direcçao porque te vejo desfocada. Corro porque não te conheço. Impulsionas a adrenalina no meu sangue atraves do teu olhar. O teu porte merece a minha atenção. Merece que te escreva, merece que te sinta e que te respire a cada passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cheguei a ti. Como um Rei corri até ao infinito onde cortei a meta. Fiquei cansado ao ponto de me faltar o ar, mas quando te olho agora do trono, que é meu por direito, e te vejo ao longe a olhar para mim também, fico feliz. Cheguei onde queria. Estou maior por isso. Sem saber, um sorriso vai aparecendo ao longo da minha cara. Inconsciente sorriso. Começaste a caminhar em minha direcçao. Agora sim, é a tua vez de vir até mim. Aproximas-te. Começo a deixar de te ver desfocada à medida que vens andando. Cada vez mais perto. A teu pedido, ajudam-te a subir para o meu trono, onde me será dada a recompensa pela corrida. Sobes. Eu deixo que tu subas. Chegas bem junto a mim e finalmente vejo-te por completo, sem distorções. Afinal...és feia. Esse teu hipnotizar deixa-me indisponsto. Cheiras mal. Não suporto estar ao pé de ti. Não te suporto de todo...Detesto-te. Como nos velhos tempos, impulsionas a adrenalina no meu sangue, mas agora somente porque me metes nojo. Salto de cima do meu trono (já não me serve) e reinicio a minha corrida...no sentido oposto a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111576451529958869?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111576451529958869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111576451529958869' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111576451529958869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111576451529958869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/histrias-casuais-ii.html' title='Histórias Casuais II'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111532282017705933</id><published>2005-05-05T20:02:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:34:37.130+01:00</updated><title type='text'>Histórias Casuais I</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fala-me&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Fala-me muito. Enche-me de histórias mirabulantes que insistes em colar ao teu passado gasto. Enche-me de risos com a excitação crescente da tua voz rouca. Fala-me até te cansares, até se esgotar a tua imaginação infinita. Faz-me rir um dia inteiro. Faz-me não pensar em mais nada, só no teu falar e no café que, com o passar das horas, vai arrefecendo em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Grita-me&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Grita-me muito. Esvazia os teus pulmões em sopros sonoros de raiva comprimida. Mostra o mais cruel de ti equanto me maltratas com palavras que vais expelindo entre um suspiro mais profundo. Grita-me de frente e devora o meu ego. Diminui os meus sentidos com essa tua furia triste. Liberta-te aos poucos dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cala-me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Cala-me quando achares que o deves fazer. Nunca me deixes divagar por solidariedade. Faz-me silenciar os sentimentos e as recordações mais longinquas sempre que elas te fizerem sentir mal. Não me deixes tornar insuportavel e entediante para ti. Cala-me sempre que for preciso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olha-me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Olha-me muito. Vê-me de todas as prespectivas. Sobe ao cimo de um predio e observa-me de topo. Abre os olhos e mantem-os assim até secarem. Olha-me enquanto les um livro sem interesse, alimentando uma conversa casual contigo mesmo. E ao fim do dia, quando te sentires cansado...Fecha os olhos e olha-me outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nao te &lt;em&gt;&lt;strong&gt;falo&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt; Perdi a vontade de o fazer. Agora prefiro beber o café que me aquece a garganta arranhada pelo frio.&lt;br /&gt;Porque eu já não te&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;grito&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Deixei de elevar a voz por qualquer coisa. Agora, nesses momentos mais intimos, contenho-me de forma responsável e cautelosa.&lt;br /&gt;Porque eu já nao te &lt;em&gt;&lt;strong&gt;calo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Passei a deixar-te falar tudo de uma so vez. Sento-me e espero que fiques com falta de ar. Aguardo o teu cansaço pacientemente. Enquanto o faço, vou recordando que já nao te falo, nem te grito e muito menos te calo. Enquanto o faço vou pensando que por não te falar, nem te gritar, nem te calar te vou&lt;span style="font-size:85%;"&gt; olhando cada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; vez menos..&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111532282017705933?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111532282017705933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111532282017705933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111532282017705933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111532282017705933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/histrias-casuais-i.html' title='Histórias Casuais I'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111515492495896863</id><published>2005-05-03T21:49:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:35:29.843+01:00</updated><title type='text'>Menina</title><content type='html'>Ontem vi a infantilidade dela. É tão pequena, tão menina, mas ao mesmo tempo vejo que já lhe mostraste tanto. Aposto que não a ves como eu vejo. Pelo menos não a vias assim. Agora já não sei qual a tua opinião, embora as vezes, com esse teu jeito aberto, feliz e sincero, vás deixando escapar, entre frases soltas, sentimentos antigos. Ontem fiquei a pensar nela. Deve ser bonita. Deve ter personalidade. Mas mesmo assim, não deixo de a ver como uma criança. Aposto que faz birras por coisas desnecessarias e pequenas, aposto que quando não dizes o que ela quer, apesar da forma arrebatadora como falas, vai amuada encostar-se a um canto qualquer. Aposto que deve sorrir muito e deve ter um olhar cheio de brilho. Aposto que te derretias quando ela telefonava ou quando te acordava daquele jeito tão seu. Aposto que ela é irrequieta e cheia de vida e aposto que agora, apesar de tudo, sente a tua falta. O espaço que ocupavas está vazio mas não foi por querer. Aconteceu... Aposto que, mesmo assim, o tentou preencher, e ainda tenta, mas até hoje sem sucesso. Continua vazio... Aposto que ao fim de semana se obriga a alterar a rotina que era vossa. Já não espera por ti. Agora aposto que convida uma amiga mais intima para um café.&lt;br /&gt;Quanto a ti... Tenho a certeza que ainda pensas nela. Sei-o pelo forma como, ao tentares disfarça-lo, o acentuas ainda mais. Tenho a certeza que no meio do teu dia a dia cheio de vida e recheado de histórias, escondes uma nostalgia noturna. Uma nostalgia, que antes de adormeceres, te leva para longe, para um fim de semana antigo, onde ela, com o sorriso nos labios e o brilho nos olhos te espera ansiosa por dizer " Já tinha saudades tuas...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111515492495896863?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111515492495896863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111515492495896863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111515492495896863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111515492495896863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/05/menina.html' title='Menina'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111447134093820185</id><published>2005-04-26T00:21:00.001+01:00</published><updated>2005-05-01T21:03:06.506+01:00</updated><title type='text'>Carta de Despedida</title><content type='html'>Hoje despeço-me de ti. Ao fim de muita procura encontro, por fim, o repouso que o tempo me havia prometido. Hoje abandono-te num canto sem sentir nada, apenas alívio. Quero dizer-te que apaguei, devagar e sem remorsos os quadros que pintei sozinho. Que me deixaste pintar sozinho…Não por tua culpa, mas sim minha. Obriguei-me a ver o que não estava a minha frente e fechei os olhos ao que gritava perante mim. Um dia, no início, pensei que te tinha. Que tinhas vindo para ficar. Que com esses teus olhos de cristal tinhas cortado as cordas que me pendiam os movimentos. Pensei tanta coisa na altura. Olhei-me como nunca o tinha feito e vi-te como nunca te tinham visto. Estavas lá em cima, muito acima do que eu poderia ter sonhado. Naquela altura dar-te-ia tudo, bastava que falasses com gestos e toques de seda. Bastava que fosses tu a pedi-lo. A sorrir, guardei-te um lugar em mim para que vivesses sempre lá. Mas os ventos mudam, nunca sopram da mesma maneira. O tempo também muda e eu também mudei. Abri um buraco no peito. Deitei tudo o que era teu lá, e fechei-o, abandonei-te dentro de mim, no vazio, para que nunca mais me voltasses a surgir a flor da pele só porque te sentia no ar. Como estava errado. Não te posso esconder dentro de mim. Aqui vais viver sempre. Aqui, neste lugar onde te guardei os sentimentos mudam, transformam-se, por vezes quase que se apagam, mas nunca morrem. Hoje eu quero, exijo, que estes bichos que se foram alimentando de mim morram. Entendo que não me queiras, entendo tudo o que quiseres, mas não me obrigues a ser consumido por pedaços de lembranças e cheiros de saudade. Vou tirar-te de mim. Se quiseres vem buscar o que sobra do que não houve. Faz como te der mais jeito. Foi sempre assim, não foi? Como te der mais jeito! Não quero dizer com isto que não errei. Sei que o fiz e admito. Mas não penses que irei carregar culpas que não são minhas. Levo somente o que é meu por direito e mesmo assim já é pesado. Agora tu estás a vontade para te decidir. Sempre foste tu a querer dar a última palavra, não foi? Pois bem, até hoje, neste momento, será à tua maneira. Deixo-te aqui o que era nosso. Era, já não é! Agora faz como te der mais jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111447134093820185?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111447134093820185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111447134093820185' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111447134093820185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111447134093820185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/carta-de-despedida.html' title='Carta de Despedida'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111443912373239802</id><published>2005-04-25T15:24:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:36:07.016+01:00</updated><title type='text'>A Metade e Eu</title><content type='html'>“A rapariga estava sentada a uma mesa numa esplanada sobre o mar. Vestia de branco e era loura, mas muito queimada do sol. Ao lado da mesa estava montado um guarda-sol giratório de pano azul que o criado veio regular, para acertar bem a sombra. O criado não perguntou nada e inclinou-se apenas e a rapariga pediu um refresco. Era meio da tarde e o sol batia em cheio no mar, que se espelhava aqui e além em placas rebrilhantes.” O céu estava límpido, e a luminosidade intensa, ao fim de algum tempo de fixação, acabava por ferir os olhos de qualquer um. O criado apareceu com o que a rapariga tinha pedido. Um refresco para aquela tarde quente. De cor alaranjada, o barulho do líquido, ao ser vertido para o copo de pé alto, quebrava o som das ondas do mar. Ela provou o refresco. Fez sinal de aprovação ao criado e este retirou-se. Ficou novamente sozinha. O areal, grande e dourado, abraçava as crianças, que entre gargalhadas e brincadeiras, corriam para a água, molhavam os pés, e voltavam para trás com o rebentar de uma onda mais feroz. Ao longe avistava-se um barco. Daqueles que percorrem o mundo. Daqueles que só sabem albergar marinheiros destemidos, que têm sempre sede de mais conquista. A rapariga fechou os olhos. Deixou que os restantes quatro sentidos tomassem conta das suas vivências. Lentamente, estendeu os pés em direcção ao sol. No instante em que o fez, começou a sentir o calor acolhedor a abraçar-lhe a pele exposta. Naquela posição de total relaxamento em que se encontrava, podia ouvir com clareza os sons que a rodeavam. Não se limitava somente a ver situações, a contentar-se com as visões que em flashes repentinos inundavam o seu campo óptico. Agora podia deliciar-se com tudo o resto: Sentia o ferver da areia e os gritos íntimos, dados pelos rapazes que jogavam a bola, ao pisar a parte mais seca do areal. Sentia o criado agitado a cumprir o seu dever. Sentia o rebolar das ondas com maior precisão e também o chocalhar das conchas que se aninhavam à beira-mar. Sentia o sabor a sal que um ou outro salpico lhe trazia de vez em vez. Sentia tudo o que estava a seu alcance e mais ainda. Vivia com tamanha intensidade cada som, sabor e cheiro a mar. A rapariga que estava sentada a uma mesa numa esplanada sobre o mar, e que vestia de branco e era loura, mas muito queimada pelo sol, sentia-se feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111443912373239802?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111443912373239802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111443912373239802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111443912373239802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111443912373239802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/metade-e-eu.html' title='A Metade e Eu'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111416979872175872</id><published>2005-04-22T11:53:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:36:42.730+01:00</updated><title type='text'>Infância</title><content type='html'>Nasci numa tarde de Primavera. Tive uma infancia feliz. Repleta de momentos de solidão, mas feliz. Habituei-me desde sempre a brincar sozinha, a imaginar sozinha , a ser fechada para o Mundo e a criar um Mundo só meu. Quando era pequena gostava de desenhar cidades em folhas A3, aquelas de papel cavalinho. Eram tão giras, tão completas. Casas, pessoas, caminhos, carros, lojas, nuvens, florestas...nunca me esquecia de nada. Houve um dia em que fiz um desenho desses mas em pequeno. A minha mãe guardou-o. Ainda hoje, quando quero recordar, basta ir ao quarto dela e ele está lá. Um pedaço de mim.&lt;br /&gt;Fui crescendo. Continuava no meu Mundo. Construi primeiro paredes, depois muralhas à minha volta. Gostava das tardes quentes. Gostava de livros sobre História. Gostava de imaginar como era o antigamente. Sonhava muito. Ainda sonho, mas de outra forma. Lembro-me da hora de dormir. Dormia sempre com um boneco a meu lado para nao me sentir sozinha. Mas nunca era o mesmo boneco todas as noites, porque para mim, eles tinham vida, eram como eu, e escolher só um para ser o meu companheiro de sonhos não era justo. Assim, ia variando para que nenhum ficasse chateado comigo. Chegou mesmo ao ponto de, em alturas especiais como o Natal, dormir com todos eles. Gostava tanto desses momentos.&lt;br /&gt;Lembro-me, como se fosse hoje do meu primeiro dia de escola. Levava um vestido amarelo, escolhido pela minha mãe. O meu primeiro dia, ao contrário do que é costume, foi cheio de euforia e brincadeira. Não chorei quando me deixaram sozinha na nova escola, pelo contrário, estava tão feliz por estar rodeada de meninos e meninas como eu, que , de forma fluida e sem dar por isso, começei imediatamente a fazer amizades, algumas das quais duram até hoje.&lt;br /&gt;Durante a Primária fui sempre constante. Com isto quero dizer que nada de especial aconteceu. Era bem comportada, no recreio brincava até nao poder mais. Tinha amigos, fazia birras, gostava de doces principalmente rebuçados. Gostava das musicas daqueles grupos juvenis que surgiram na altura. Cantava muito, brincava ainda mais. O tempo foi passando. Mas desses anos há um momento de rebeldia que gosto sempre de recorda. Na sala de aulas estavamos sentados. Eu estava sempre ao lado de um amigo meu (amigo até hoje). Um dia, já não me lembro a que proposito, chateamo-nos durante uma aula de expressao plastica. Essa era uma daquelas aulas em que faziamos colagens e picotados e pintavamos desenhos na esperança que não ficassem esborratados devido a um descuido qualquer. Como eu ia a dizer, lá estava eu e ele a meu lado, os dois a discutir. Ele levantantou-se para fazer queixinha à professora (nunca entendi bem o significado de "fazer queixinha"...até que ponto o relato de um acontecimento é queixinha ou não?) Enfim...eu chateei-me tanto que, com raiva infantil, peguei num tubo de cola e espremi-o, com toda a força que tinha, para a cadeira dele. Depois? Calei-me, virei-me para o meu lugar e esperei que ele chegasse. O que acontecu depois é previsivel. Ele voltou para o seu lugar, sentou-se em cima da cola e finalmente, ao fim de muita confusão eu fiquei de castigo. Apesar de todos estes momentos, continuei a criar o meu Mundo, umas vezes mais vivo outras mais apagado, mas sempre lá. Há tantas outras coisas que poderia contar. Mas de todos esses episódios, pensamentos e sentimentos, uns quero guardar só para mim e outros quero partilhar-los quando achar que o devo fazer. Até lá, fica aqui a minha Infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s- Há tanta coisa que te quero dizer, que as vezes penso que vou explodir. Só quero que saibas que cada vez tenho mais a certeza de que é sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111416979872175872?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111416979872175872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111416979872175872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111416979872175872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111416979872175872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/infncia.html' title='Infância'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111377349400727234</id><published>2005-04-17T22:07:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:37:14.763+01:00</updated><title type='text'>Para ti? Nada</title><content type='html'>O pensamento não pára&lt;br /&gt;A memória nunca se enche.&lt;br /&gt;Um furacão cresce, lá longe,&lt;br /&gt;Desamparado...&lt;br /&gt;Sem chão...&lt;br /&gt;Cresce sozinho, cresce em vão.&lt;br /&gt;Para ninguém.&lt;br /&gt;As velas vão esperando por um sopro só&lt;br /&gt;e nelas vive o desejo dos milénios&lt;br /&gt;(agora cobertos de pó)&lt;br /&gt;que, lentamente, formam a miragem da minha esperança.&lt;br /&gt;O meu coração ama de forma errada, sem rumo,&lt;br /&gt;mas agarrado com toda a sua força&lt;br /&gt;a uma saudade condensada&lt;br /&gt;que, sem mágoa, vou pintando na minha aguarela em tons de azul.&lt;br /&gt;Enquanto o faço, vou pensando...&lt;br /&gt;Quantas vezes a vontade fez de mim escrava&lt;br /&gt;E me atirou para o chão onde me tornei larva,&lt;br /&gt;em luta pela vida.&lt;br /&gt;Quantas vezes me deixei seduzir por ouros e diamantes&lt;br /&gt;E quantas outras vezes me arrependi&lt;br /&gt;E de olhos lacrimejantes, implorei para voltar atrás.&lt;br /&gt;Perdi-me numa rua qualquer&lt;br /&gt;Onde me tornei mulher mas também pedinte faminta e sem lar&lt;br /&gt;Perdi os sonhos de menina&lt;br /&gt;Desapareceram, mas deram lugar&lt;br /&gt;à vontade&lt;br /&gt;quase necessidade, de estar&lt;br /&gt;Simplesmente, aqui .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes de que é feita a vida?&lt;br /&gt;De nadas inconstantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111377349400727234?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111377349400727234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111377349400727234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111377349400727234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111377349400727234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/para-ti-nada.html' title='Para ti? Nada'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111298858493181184</id><published>2005-04-08T20:06:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:37:41.986+01:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>As batidas suspensas no ar procuram o meu corpo. Penetram-no sem pedir licença e fazem com ele as obedeça. As minhas pulsações já não são minhas. Pertencem agora ao mistério do som que me rodeia. Mistério esse que invadiu o meu órgão mais intimo, aquele que bombeia a alma até cada canto escondido que existe em mim. Inspiro lentamente, e enquanto o faço, levito no meio da cidade vazia. Ninguém está na rua e mesmo se estivesse, ninguém me poderia ver. Sem dar por isso, a minha casca alcançou um outro patamar acima do solo cheio de qualquer coisa que não sei decifrar. Uma tristeza profunda invade-me o coração. O tempo escorre-me das mãos vazias e mesmo quando o tento agarrar, acaba sempre por ser mais rápido que os meus movimentos frágeis e infantis. Como gostava de ser maior para que agora, neste exacto instante, te pudesse ver com outros sentidos. Como gostava de crescer por dentro para me tornar visível aos olhos do Mundo que não me conhece. Como gostava de ser mais forte para te prender e guardar junto a mim até ao infinito. Agora, neste exacto instante em que eu levito, gostava que fosses meu Tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111298858493181184?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111298858493181184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111298858493181184' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111298858493181184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111298858493181184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111273500325460573</id><published>2005-04-05T21:17:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:38:11.803+01:00</updated><title type='text'>Antes...</title><content type='html'>Antes eramos mais. Ainda me lembro desses tempos, quando o calor apertava e entre risos nos dirigiamos para um lugar mais fresco. Ainda me lembro como nos conheciamos todos, um por um, e como davamos a vida uns pelos outros sem medo. Havia um laço forte e apertado que parecia indestrutivel, entre nós. Uma ligação química, uma união familiar. Mas de todos é de ti que me recordo mais. Ainda me lembro dos olhares timidos e do tocar casual dos nossos pés por baixo da mesa no café de sempre. Ainda me lembro do teu calor. Dos pensamentos simultaneos que nos surgiam, das cartas que me escreveste e também de todas aquelas que pensavas escrever. Ainda me lembro de tudo. Ainda me lembro de quando eramos mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram embora. Um a um deixaram os sítios que já tinhamos conquistado. Disseram adeus e foram sem olhar para trás para que eu não lhes visse as lágrimas. Partiram com um sonho no bolso. Com vontade de encontrar o mundo. Partiram porque tinham de partir. Tu também foste embora mas não partiste. Abandonaste-me. Não foste porque era destino, mas sim porque a minha presença incomodava a tua. Saiste de mim e foste viver para outro lado qualquer. Deixaste-me. Mesmo assim, ainda guardo o espaço que ocupavas dentro de mim. Sim. Enquanto existir, vou guardar sempre o teu lugar. O teu e o de todos os que me enchiam de amizade profunda enquanto me olhavam como irmãos. Sim. Antes eramos mais a ir para um sítio fresco quando o calor apertava. Antes eramos mais... agora sou só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111273500325460573?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111273500325460573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111273500325460573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111273500325460573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111273500325460573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/antes.html' title='Antes...'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111255931950525124</id><published>2005-04-03T20:27:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:38:42.040+01:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordara sem frio. Pela primeira vez em vários meses regressara do sono sentido o calor do quarto. O dia estava igual a sempre. Igual a todos os outros, mas lá fora o vento que se fazia ouvir debaixo dos lençóis, trazia-lhe à memória aquele nascer do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma noite de folia, vivida como se fosse a última, deixaram-se levar pela rotina comum e embalados pelos abraços e cantorias, caminharam até ao ponto mais alto. Lá, a vista deslumbrava qualquer um. O reflexo nos olhos deixava adivinhar a verdade Universal. Não importava as vezes que lá tinham ido, cada uma era especial, diferente. Cada uma se fazia acompanhar da magia, que alguns pensavam não ter, condensada num ponto, infinitamente pequeno na Terra, que chegava a atingir tamanhas pressões acabando sempre por explodir. Apesar de tudo, e mesmo antes de chegar ao céu, como num Adeus profundo, brindava a todos os que queriam ver, com luzes e palavras, proferidas outrora por deuses pagãos. Todos sentiam o mesmo. A Irmandade dos Livres corria. Tocava o vento com a cara, dançava sons vindos do fundo e gritava com toda energia que girava em volta. Acima de tudo sorriam, sorriam sempre, nem que fosse unicamente por dentro. Momento só deles. Momento que fortalecia, que lhes sussurava ao ouvido, dia após dia, ano após ano, que o que sentiam viveria para sempre. Umas vezes escondido pelo dia a dia, outras transformado pela saudade, mas resistiria até ao infinito dos tempos, como um sinal marcado na carne imortal. Como um pacto de sangue.&lt;br /&gt;Num culminar das emoções, já cansados pela alegria, sentaram-se unidos e num esforço final, como quem dá a luz o primeiro filho, fizeram brotar do interior das almas cheias de vida, um Sol grande, acolhedor, cujo calor se igualava ao sentido no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu com as recordações. Levantou-se da cama agora fria. Vestiu uma roupa qualquer e saiu de casa sem olhar para tás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amélia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111255931950525124?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111255931950525124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111255931950525124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111255931950525124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111255931950525124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/memrias.html' title='Memórias'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111247398513941264</id><published>2005-04-02T21:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:29:37.243+01:00</updated><title type='text'>Sentidos Imperfeitos</title><content type='html'>Ao descansar os sentidos numa noite como outra qualquer, tento compreender o que não me é permitido. Penso em tudo sem sentido. Freneticamente, imagens reflectidas no chão do meu sonho ganham vida. Ganham tudo o que lhes posso dar. Sem pensar, penso porque é inconstante o temperamento de todos os que sonham como eu. Todos os que, mesmo entendendo factos que não lhes pertencem, esperam pacientemente, entre a escrita cinzenta num dia qualquer, que o portão divino os abrace fortemente e embale com melodias de saber infinito. Orgulho-me de todos os guerreiros que não baixam os punhos, nem a cabeça, nem a sede que os invade dia após dia. Orgulho-me de todos os que pensam. Bem ou mal, que diferença faz? Nada é perfeito e a sua maior essência está em saber que nada existe. Perfeição é tudo o que nos ronda com tendências imperfeitas. Tal como o pensamento. Por isso, e só por isso, sinto, sem sentir, que o silêncio da cidade que invade agora o meu sono, não passa de pão que alimenta o meu amanhecer, nutrindo a minha certeza de que agora será sempre o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111247398513941264?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111247398513941264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111247398513941264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111247398513941264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111247398513941264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/sentidos-imperfeitos.html' title='Sentidos Imperfeitos'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111235002188548882</id><published>2005-04-01T10:48:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:29:05.676+01:00</updated><title type='text'>Intimidades</title><content type='html'>Hoje disseste-me um segredo ao ouvido. Quando menos esperava, chegaste e denunciaste-te perante mim. Querias que eu te visse com outros olhos e deixasse, de uma vez por todas, de sonhar connosco. Não sei se era realmente essa a tua vontade, mas foi assim que o entendi. Pelo menos foi isso que me fizeste acreditar, quando me impediste de proferir uma palavra em minha defesa. Não quiseste ouvir os meus argumentos e afastaste-te de mim sem sequer olhar para trás, como costumavas fazer. O que tu não sabes é que ao me afastares, criaste em mim uma necessidade maior de pensar em tudo o que te preenche. Tenho a certeza que quando descobrires a crescente falta que fazes, me vais atirar à cara passados que já não são meus. É tão típico de ti. Não entendes como cresces cá dentro a cada conversa que não temos, a cada olhar que não trocamos, a cada beijo repleto de carícias que não sentimos. És tão grande em mim e eu, estupidamente, só o descobri quando me disseste o segredo maldito que te fez caminhar para longe. Anseio poder dizer-te um segredo também. Pode ser um qualquer, desde que passes a sentir o que eu sinto, para que no fim te faça a falta que tu agora me fazes. Não me interpretes mal. Não te vou fazer chorar. Acredita que só te quero largar no meio do nada por um instante (seria incapaz de te deixar lá para sempre...). Quero só que entendas; o lugar que julgas vazio no mais intimo de ti, está preenchido com o mesmo que existe no lugar que eu julgava vazio no mais intimo de mim. Afinal, não somos mais que cumplices da nossa intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111235002188548882?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111235002188548882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111235002188548882' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111235002188548882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111235002188548882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/04/intimidades.html' title='Intimidades'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111229137394417623</id><published>2005-03-31T18:29:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:28:36.526+01:00</updated><title type='text'>"Leite....o Leite.."</title><content type='html'>Porque é que sempre que escrevo tem de ser sobre qualquer coisa triste ou deprimente? Acho que o artigo que li no outro dia se adapta muito bem à situação: " A tristeza fala e comunica muito melhor que a felicidade". Estranho...Não deveria ser ao contrário? De qualquer forma, das duas uma, ou nos esforçamos para ser felizes, ou nos contentamos com a infelicidade. Neste último caso, ou somos efectivamente tristes ou então, desculpem que vos diga, somos masoquistas. Ou entao não. Não sei. Não vou pensar no caso. Pouco me importa. Estou feliz e vou comunicar a felicidade. Há certas coisas que não se podem esquecer, entre as quais, que nem so a tristeza fica bem em palavras. A felicidade é certamente um desafio bem maior, muito mais dificil e saboroso. Lá fora o calor invade cada milimetro. O suor escorre das faces dos poucos que se atrevem a encontra-lo. Estou deitada na cama. Tenho um espelho ao meu lado. Gosto do que vejo quando vou espreitando. Gosto de mim. Pareco uma menina, daquelas que fazem publicidade contra a osteoporose e a favor do leite. Aquelas que as vezes ainda encontramos nas paragens dos autocarros e estão com um sorriso interior gigante e cheio de cores do Mundo..mesmo sendo a fotografia a preto e branco. Lá estao elas (e eles) debaixo do sol ardente, a fazer a conhecida campanha dos laticinios e a mostrar a todos os que querem ver, que vale a pena tentar porque nós somos infinitamente grandes. É só querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111229137394417623?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111229137394417623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111229137394417623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111229137394417623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111229137394417623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/03/leiteo-leite.html' title='&quot;Leite....o Leite..&quot;'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111228927920483413</id><published>2005-03-31T17:57:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:27:55.813+01:00</updated><title type='text'>A casa do pensamento</title><content type='html'>Sai de casa no pensamento. Só não fui com o corpo atrás da alma porque esse estava preso à consciencia. Deambulei pela rua. Estava frio. A noite já há muito se fazia ver e o ar gelado que o vento soprava despertava os sentidos da mente. Estava triste. Profundamente triste como há muito não me via. Daquelas tristezas que parecem só existir nos teatros e que ninguem entende. Pensamos sempre que os actores estão simplesmente a hiperbolizar as sensações acabando por transmitir um drama pesado e a cheirar a falso. Pois bem, não é falso. Nem sequer tem cheio. Existe e eu sei. Aprendi tanto duante a viagem. Aprendi que não sei nada. Aprendi que o que sei não vale nada comparado com o que podia saber. Aprendi que não sei aprender. Apesar de tudo, sei que o que escrevo acaba sempre por ser uma aprendizagem minha, mesmo sabendo que cada palavra que libertamos, a partir do momento em que o fazemos, deixa de ser nossa. Nessas alturas sinto-me tão feliz mas tão pequena, tão fechada e tão só minha.. até ao instante em que o pensamento volta para casa. E depois? Depois volta tudo a ser como era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111228927920483413?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111228927920483413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111228927920483413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111228927920483413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111228927920483413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/03/casa-do-pensamento.html' title='A casa do pensamento'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11735766.post-111202559898240495</id><published>2005-03-28T16:13:00.000+01:00</published><updated>2005-05-26T01:26:22.876+01:00</updated><title type='text'>Sala Azul</title><content type='html'>Lentamente na sala azul, o sol que atravessa a janela vai acordando as paredes arrefecidas pela noite. Espero a minha vez de sair. Sem pressa, sem perguntas, sem nada. Sentado na cadeira, também azul, aguardo que me chamem. Aguardo sozinho. Entre o murmurio de gentes sofridas, gastas pelo tempo, vou percorrendo, com o olhar, os cheiros que se aproximam e afastam numa dança sensorial. Sem ter tempo para pensar, sou arrastado inconscientemente para o lado e então vejo-a. De mãos enrrugadas pelas tarefas que não queria fazer, espera também pela sua vez. Espera, como eu, ver aqueles que escrevem a vida com palavras duras. Espera, como eu, ter coragem para no final sair de lá maior...muito maior. Perdido nas minhas visões sou, de forma bruta, obrigado a voltar. O barulho intensificou-se e lá longe, no final do corredor, uma voz grave chama o meu nome. No meu pulso esquerdo algo me aperta a pele sufocando os poros que, sem respirar, me prendem a face numa mistura de dor e dúvida. Olho para as mãos enrrugadas, mas desta vez não fico por aí, a curiosidade já há muito me tinha invadido. Como é linda. Não falo da beleza instantânea, que dura somente uma juventude inquieta. Refiro-me à beleza que vai para além disso. Aquela que dura sempre, eterna, mesmo quando coberta de saudade. A rapariga das mão enrrugadas tinha tudo isso condensado numa luz transcente, um brilho que toca e encanta, que alcalma e faz pedir por mais. O meu nome soa novamente na sala azul, mas desta vez ecoa sendo repetido vezes sem conta de forma infernal. Levanto-me mas tenho medo. Enquanto caminho penso em todas as coisas que insisto guardar em pedaços de mim. E quantas vezes, desesperado, penso que cheguei ao fim, mas acabo sempre por encontrar uma força que dorme no centro do meu ser e que me impede de cair, obrigando-me a continuar passo a passo. Mas penso também em todas as coisas que deito fora. Infinitos pensamentos e frases usadas, outrora maltratadas pelas acções que, por pura chantagem, sou obrigado a realizar. E quantas vezes, despido de mim mesmo, grito com medo de continuar e prendo os meus pés ao canto mais seguro. Tantas vezes, espero com artificios ficticios fazer desaparecer o caminho, grande demais, que espera pacientemente o meu corpo mortal. Tantas e tantas vezes...mas hoje, hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11735766-111202559898240495?l=chadachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chadachina.blogspot.com/feeds/111202559898240495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11735766&amp;postID=111202559898240495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111202559898240495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11735766/posts/default/111202559898240495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chadachina.blogspot.com/2005/03/sala-azul.html' title='Sala Azul'/><author><name>Amélia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13243167389824277384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
